top of page

Você não está sozinha: um abraço para a sua saúde mental

  • Foto do escritor: Nayara Sobreira
    Nayara Sobreira
  • 28 de fev. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 2 de fev.

Se você chegou até aqui, pode ser que esse tema ressoe com você. Talvez esteja buscando respostas, acolhimento ou apenas um momento para se sentir compreendida. Então, antes de tudo, quero que saiba: você não está sozinha.

A saúde mental de meninas e mulheres tem sido colocada à prova de muitas formas. Vivemos em um mundo que, muitas vezes, nos exige demais, nos escuta de menos e nos dá pouco espaço para simplesmente sermos.

Nos cobram para sermos fortes, resilientes, multitarefas. Para cuidarmos de tudo e de todos. Mas e quando somos nós que precisamos de cuidado? Quem cuida de quem cuida?



As dores invisíveis que carregamos


Você já se sentiu sobrecarregada sem saber exatamente por quê? Já teve a sensação de que ninguém percebe o peso que você carrega?

Os números nos dizem algo que já sentimos na pele: as mulheres adoecem mais mentalmente. A depressão nos atinge mais que o dobro do que os homens. A ansiedade nos toma em uma proporção assustadora. E a exaustão, essa tem se tornado um estado constante para muitas de nós.

E sabe o que piora tudo isso? O silêncio. O medo de sermos julgadas, a culpa por sentirmos o que sentimos, a vergonha de pedir ajuda. Mas quero te lembrar de uma coisa: você tem o direito de sentir, de parar, de pedir colo.



O impacto da violência e da sobrecarga


Nem sempre o que nos adoece é algo que podemos nomear de imediato. Às vezes, é o peso da história que carregamos, das responsabilidades que nos foram entregues sem escolha.

A violência, por exemplo, é uma das maiores causas de sofrimento mental feminino. Seja física, emocional, sexual ou psicológica, ela deixa marcas que muitas vezes não são vistas, mas são sentidas profundamente.

Além disso, a sobrecarga do trabalho, da casa, dos filhos, das expectativas… tudo isso vai nos consumindo. A síndrome de burnout já faz parte da realidade de 3 em cada 10 mulheres no Brasil. Estamos exaustas. Mas essa exaustão não é fraqueza — é um sinal de que algo precisa mudar.



E se começarmos a nos colocar em primeiro lugar?


Sei que pode ser difícil se priorizar quando o mundo parece girar mais rápido do que conseguimos acompanhar. Mas cuidar da nossa saúde mental não é um luxo, é uma necessidade.

Precisamos de espaços seguros para falar sobre o que sentimos, precisamos de políticas públicas que olhem para nós com seriedade e precisamos, acima de tudo, nos permitir pedir ajuda sem culpa.

Se você sente que precisa de suporte, saiba que existem redes de acolhimento disponíveis:

❤️ CVV (188) – apoio emocional gratuito, 24h.

❤️ Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher.

❤️ Procure o serviço de saúde mental do SUS mais próximo.

Você merece esse cuidado. Merece ser ouvida, acolhida e respeitada.



Juntas podemos transformar essa realidade


Que este texto seja um lembrete de que sua dor é válida, suas emoções importam e você não precisa carregar tudo sozinha.

Cuidar da nossa saúde mental é um ato de amor próprio.

Você não está sozinha.




__________


Referências Bibliográficas:

Instituto de Estudos para Políticas de Saúde & Instituto Cactus. (2023). 10 Ações de políticas públicas para saúde mental de meninas e mulheres: Recomendações aos poderes Executivo e Legislativo no Brasil. Rio de Janeiro: Instituto de Estudos para Políticas de Saúde. https://ieps.org.br/10-acoes-de-politicas-publicas-para-saude-mental-de-meninas-e-mulheres/

Comentários


© 2026 by Nayara Sobreira | Todos os direitos reservados

bottom of page