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O Buraco

  • Foto do escritor: Nayara Sobreira
    Nayara Sobreira
  • 15 de fev. de 2025
  • 1 min de leitura

Texto extraído do livro “O Livro Tibetano do Viver e do Morrer”


1. Ando pela rua.

Há um buraco fundo na calçada. Eu caio… Estou perdido… sem esperança. Não é culpa minha. Leva uma eternidade para encontrar a saída.


2. Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Mas finjo não vê-lo. Caio nele de novo. Não posso acreditar que estou no mesmo lugar. Mas não é culpa minha. Ainda assim leva um tempão para sair.

3. Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Vejo que ele ali está

Ainda assim caio… é um hábito. Meus olhos se abrem. Sei onde estou. É minha culpa. Saio imediatamente.

4. Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Dou a volta.

5. Ando por outra rua.


 
 
 

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